As vezes você chega quando alguem já está. Não é fácil. Você chega em um precipício e joga seu coração de lá, apenas para sentir alguma coisa. Qualquer coisa que seja sentida.

A noite sempre escuto as mulheres de Chico e guardo a minha insonia para elas. Você é uma delas, Lígia talvez. Esqueci no piano as bobagens de amor que eu iria dizer. Voltaria para o piano, apenas para te ver tocar. Mas prefiro as letras.

Daqui imagino você, com uma queda por francês. Joana Francesa. Sei de longe e sei de cor. Geme de prazer e de pavor. Imagino você abrindo uma bebida qualquer para espantar o frio e tentar buscar na musica algo.

Você é novidade. Levei todo esse tempo para escrever o que não pode ser lido. Ninguem poderia entender mesmo.

Continuo te escrevendo por entre as mulheres do Chico, fica mais bela assim. Sem doer. Fico aqui. Ainda esperando que amanha saia o sol.

terça-feira, 19 de junho de 2012 às 14:58

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