As vezes
você chega quando alguem já está. Não é fácil. Você chega em um precipício e
joga seu coração de lá, apenas para sentir alguma coisa. Qualquer coisa que
seja sentida.
A noite
sempre escuto as mulheres de Chico e guardo a minha insonia para elas. Você é
uma delas, Lígia talvez. Esqueci no piano as bobagens de amor que eu
iria dizer. Voltaria para o piano, apenas para te ver tocar. Mas prefiro as
letras.
Daqui
imagino você, com uma queda por francês. Joana
Francesa. Sei de longe e sei de cor. Geme de prazer e de pavor.
Imagino você abrindo uma bebida qualquer para espantar o frio e tentar buscar
na musica algo.
Você é
novidade. Levei todo esse tempo para escrever o que não pode ser lido. Ninguem
poderia entender mesmo.
Continuo te
escrevendo por entre as mulheres do Chico, fica mais bela assim. Sem doer. Fico
aqui. Ainda esperando que amanha saia o sol.

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