Entre uma e outra embriagues...


Achei o amor em uma mesa de bar. Havia notas musicais brilhando a minha volta, uma poluição sonora e visual enlouquecedora e aquelas luzes amarelas de uma noite de verão.
A bebida me deixava mais leve, mais doce... Achei estranho, eu que sempre fui pesada e amarga...
Quando a bebida entra a verdade sai, comecei a contar coisas e sentimentos nunca antes divulgados.
Entre risadas, lagrimas e cervejas, todos ali procuravam um pouco de carinho, atenção ou ao menos um pouco mais de ibope.
Naquelas horas fui quem sempre quis ser, tudo foi dito, cuspido, exposto.
Descobri que poderia amar, inteira, exagerada, escancarada.
Joguei minhas emoções, meus sentimentos, meus versos. Chorei, esperneei, me descabelei.
Decidi depois que deixaria o amor ir, ser do mundo, de todo mundo, deixar que todos aproveitassem o pouco que provei e vivi.
Mas descobri que quando deixamos o amor ir, ele sempre leva algo de nos Me levou os sentimentos, minhas emoções, meus versos. Levou meus sorrisos, minhas cores, meus sons.
Agora volto pro bar, novamente a mesma poluição, as notas musicais e as luzes amareladas.
O whisky queima a minha garganta, fico tonta, e um pouco mais alegre... Diria quase mais leve e doce.
Entre tudo isso tento novamente descobrir que posso achar o amor mais uma vez....

sexta-feira, 16 de abril de 2010 às 14:08

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